Estudo aponta oportunidades para construção civil no Oriente Médio, Norte da África e Cáucaso

17/08/2017
construction

O ano de 2017 sinaliza uma perspectiva positiva para negócios com os mercados de infraestrutura da região MENACA, acrônimo em inglês para citar países do Oriente Médio, Norte da África e Ásia Central. O setor de materiais de construção se beneficiará com a tendência dos preços do petróleo e a correspondente melhora geral nos investimentos, até 2020. É o que aponta o estudo elaborado pelos especialistas da Mercator Business Intelligentsia.

Overview: A construção civil totalizou US$ 164,8 bilhões, em 2015. Um percentual 5% menor do que se esperava. Contudo, avalia-se que esta é uma cifra considerável.

Saldo Positivo: Kuwait, Omã e Qatar se mantiveram dentro das expectativas, enquanto o Bahrein superou o desempenho, com um total de US$ 3,2 bilhões investidos, ante US$  1,5 bilhão previsto para 2015.

Em contrapartida, a lucratividade do setor nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita não se concretizou como previsto no ano passado.

Previsões para 2017:

O crescimento em mercados-chave vai subir, embora a Arábia Saudita desaponte e a atratividade futura do Irã está em risco, dependendo dos desdobramentos da nova política externa americana.

Este ano ainda será repleto de pressões orçamentárias nos mercados exportadores de gás natural e petróleo da região, e as estimativas apontam para um déficit orçamentário médio de 11,0% do PIB para 2016 e 8,0% em 2017, com Arábia Saudita, Bahrein e Omã sendo de longe os maiores afetados.

No entanto, preços mais favoráveis ​​e uma vontade dos governos de emitirem títulos da dívida pública devem melhorar o ambiente de negócios, o que, por sua vez, retomará a confiança dos investidores na região.

 

Oportunidades de negócios para o setor

As respostas mais positivas continuam a vir das empresas nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein e Omã, à medida que continuam a atender ou exceder as expectativas. Outros mercados ainda continuam um tanto duvidosos sobre as perspectivas da indústria. Tais achados são, em grande parte, compatível com ao atual dinamismo econômico desses países.

Projeções internacionais apontam, para 2017, uma piora significativa do setor dentro da Arábia Saudita, atualmente prevendo que apenas US$ 40,7 bilhões em contratos serão concretizados neste ano.

Nos próximos anos, a indústria acompanhará de perto o desenvolvimento e as iniciativas associadas ao plano nacional de desenvolvimento saudita (Visão 2030) e o Programa Nacional de Transformação 2020. Lançados no primeiro semestre de 2016, estes projetos deverão gerar novas grandes oportunidades para a indústria na próxima década, impulsionando o setor regionalmente, inclusive.

 

Análise pontual: Para onde exporta?

O Brasil apresenta plena condições para suprir futuras demandas da região do MENACA, informa Jorge Mortean, especialista geopolítica e negócios internacionais da Mercator Business Intelligentsia.

“Países inteiros daquela região estão se reconstruindo, não somente os árabes do Golfo Pérsico, nossos tradicionais parceiros comerciais. Cazaquistão, Azerbaijão, Argélia, Iraque, Afeganistão e Líbano são exemplos de mercados que pouco ou nada alcançamos e, no entanto, estão recebendo aportes de investimentos muito significativos”, afirmou o especialista da Mercator Business Intelligentsia.

 

Via Comex do Brasil





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